Meu nome é Hans Denis, hoje resolvi escrever.
Os exemplos de dedicação e luta bem sucedidos que nos são apresentados ao longo de nossa vida com o objetivo de mostrar o caminho correto acabam muitas vezes gerando o efeito contrário, como se evidenciassem nossa incapacidade de sermos perseverantes, o mundo utópico é uma merda. Utopias de bem estar e satisfação nos são apresentadas diariamente através de uma variada gama de ferramentas midiáticas baseadas em complexos processos de pesquisa de opinião aliados ao conhecimento de avançadas técnicas de comunicação. O objetivo principal sempre é alcançado, o consumo. Porém o efeito cumulativo do bombardeio diário de ferramentas midiáticas é o que muitos chamam de alienação, que em longo prazo pode sugar a vida da vítima transformando-a em um robô.
Você, eu, eles, todos somos alvos em potencial. Que merda! Diria eu. Pois é… Jamais desistirei de me proteger daquilo que denominam “tendências mundias”, ou ideal “globalizacionista”. Preciso desenvolver minha habilidade de vômito intelectual por sobre a lauda. Porém sem enfoque passaria o dia inteiro nesta contestação psíquica redundante: Somos manipulados. A/É? Se não percebes já estás acostumado. Não que eu não esteja, porém não sou um alvo passivo. Este é um filtro que acredito que todos precisam estabelecer.
Passo dias e dias buscando uma definição para mim mesmo, será que ela existe?
Porque as pessoas que não assimilam o sistema por osmose são tão perdidas? AHA! Talvez alguém esteja tentando ocultar as respostas! TCHRAM! Estamos chegando mais perto de um pseudo-desfecho. Passo horas e horas debruçado por sobre uma porção de material jornalístico sobre INFORMAÇÃO X PODER, PODER X INFORMAÇÃO e minhas conclusões parecem não mudar perante uma maior compreensão do atual panorama do “mercado de informação”, tudo fica mais complexo! Tenho medo de quando assimilar por completo o mecanismo de funcionamento do sistema passe a ser mais um operador, ou seja morto por ser um operador que não opera. (SINISTRO!).
Haverá uma saída tangível para aqueles que se põem às margens de um sistema de “desculturização” e “desintelectualização”? A história mostra que só são compreendidos depois de mortos, e mortos não gozam dos benefícios de suas boas ações em prol da humanidade. Bom outra hora termino esta regurgitação psíquica.
Continuando… O fotógrafo jornalista skatista porra-louca sentado em uma cafeteria-wireless tragando seu cigarro cafeínado amargando sua necessidade de expressão. Expresse-se! E deixe de fazer pose de intelectual com seu notebook adesivado. Vamos a uma questão de prioridade “1”: Skateboard.
Adentrei no meio jornalístico com a meta de se profissionalizar como profissional da informação skateboard. Porém numa visão externa minhas metas são disformes e inidentificáveis, onde ele quer chegar? Respondo: Quero mudar o mundo! HAHAHAHAHAHAHAHA (Risadas intermináveis seguidas de um susto: ele está falando sério?). Resposta: Está!
O skate no país em que vivemos não parece ser considerado como esporte pela sociedade, esta é uma realidade triste! As pessoas consideram skateboard mais como uma brincadeira da plebe revoltosa do que um esporte extremamente técnico e complexo. E agora? Visto minha estampa do Che Guevara e saio por aí dizendo que está tudo errado? Meu instinto maquiavélico me diz para ocultar esta minha face revoltosa, me camuflar como operador da máquina e agente passivo do processo para poder desestruturar por dentro. Parece ser a opção mais viável. Parece! Mais a moeda sempre tem dois lados. Sob esta atitude serei taxado de falso revolucionário por aqueles que se denominam UNDERGROUND´S. O que é ser Underground? Minha atual concepção: Aquele que consegue visibilidade para suas ações sem usufruir de recursos midiáticos capitalistas que atendem a demanda de um sistema. Agora vai lá jornalista! Faz tudo no subterrâneo, se enterra e finge que não precisa de dinheiro. Voltei ao ponto de partida.
Somos para a sociedade em que vivemos aquilo que comunicamos à ela. Skateboard na veia!
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